Cratera em asfalto e calçada surgiu no sábado (19), na esquina da Avenida Marechal Deodoro com Rua Pero Lopes de Souza (Alexsander Ferraz/ AT) Por dois dias seguidos, a Prefeitura de São Vicente notificou, intimou e multou o Edifício Solaris, na Vila Valença, por uma obra irregular no subsolo que teria causado uma cratera no asfalto e na calçada durante o temporal do último sábado (19). Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O prédio fica na esquina da Avenida Marechal Deodoro com a Rua Pero Lopes de Souza. O condomínio acusa a construtora, que aponta para a Sabesp e o Governo do Estado, e este, para a Prefeitura. Além das notificações e da multa, o Município determinou apresentação de projeto da obra, laudos estruturais do prédio e de contenção do subsolo, projeto completo dessa contenção e realização da drenagem da água que permanece no subsolo. A Administração afirma que, segundo evidências técnicas, uma obra feita sem licença no subsolo do edifício é a provável causadora do incidente, pois teria comprometido a estabilidade do solo e resultado no surgimento da cratera. O advogado do edifício Solaris informou que a obra que estava sendo realizada no subsolo “é de responsabilidade da construtora, por força de ação judicial”. Segundo o advogado da Tucson Empreendimentos Imobiliários Ltda., estudos apontam mais de uma possível causa para a cratera: a obra do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que teria prejudicado a vazão da água da chuva, e suposta ausência de serviços de drenagem pela Sabesp. A Sabesp alega não ter responsabilidade pelo surgimento do buraco. A Agência Reguladora do Estado (Artesp) disse que a obra do VLT data de 2013, antes do início da construção do prédio. E que, por lei, a responsabilidade pela limpeza e drenagem da região seria da Prefeitura.