A mulher ainda afirma que existe consumo de drogas em plena rua no Jardim Rio Branco (Reprodução/TV Tribuna) Uma moradora do bairro Jardim Rio Branco, em São Vicente, procurou A Tribuna para denunciar o sofrimento que ela e outros moradores da região estão enfrentando. Ela, que teve a identidade preservada por questão de segurança, diz que a vida no bairro está difícil por causa dos bailes funk e da bagunça que acontecem durante a noite, principalmente na Rua 13, onde as adegas estão causando grandes transtornos. Neste domingo (23) não foi diferente, segundo a moradora, a mesma situação se repetiu. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com ela, os bailes começam todas as noites, por volta das 22h, e só terminam de madrugada, às vezes às 5h. “A gente não consegue dormir de jeito nenhum. O som fica alto, as motos fazem barulho e ainda tem a bagunça na rua. Não temos mais paz”, contou. Ela ainda fez um desabafo sobre como a situação está afetando sua família. “Tenho um filho de 3 anos, e ele não consegue dormir com todo esse barulho. Já tentamos pedir ajuda para a Prefeitura, já ligamos para a ouvidoria, mas nada foi feito. A gente já não sabe mais o que fazer”, disse. A moradora também destacou o medo que a comunidade tem de denunciar o problema. “Aqui no bairro, todo mundo tem medo de se identificar. Se alguém for falar com os donos das adegas, pode ser ameaçado”, afirmou. Ela acrescentou que, apesar das ligações para a polícia e para a Guarda Civil Municipal (GCM), as autoridades não costumam aparecer para resolver a situação. “A gente liga, pede ajuda, mas nunca vem ninguém. Estamos pagando impostos e, mesmo assim, ninguém nos ajuda”, lamentou. O problema não é só o barulho. Segundo a moradora, as ruas ficam cheias de gente, com motos e carros fazendo barulho o tempo todo, e há consumo de drogas nas vias públicas. “É uma bagunça total. As pessoas ficam fumando e fazendo barulho. Como a gente vai dormir com isso? Está difícil para todos nós”, desabafou. Posicionamento A Tribuna entrou em contato com a Prefeitura de São Vicente, que, por meio da Secretaria de Defesa e Organização Social (Sedos), informou que não recebeu nenhuma denúncia referente a esse tipo de demanda. Todavia, diante da reclamação da moradora, a Administração Municipal se comprometeu prontamente em adotar as medidas cabíveis, fornecendo as informações à Polícia Militar (PM) e, além disso, organizando uma força-tarefa junto à Secretaria de Comércio, Indústria e Negócios Portuários (Secinp) e demais instituições, para vistoriar as condições e eventuais ilegalidades dos estabelecimentos para, diante disso, adotar as providências necessárias. Por fim, a Prefeitura oritenta, caso o morador constate alguma irregularidade, deve acionar a Guarda Civil Municipal (GCM) pelo telefone 153 ou a PM via 190. A Tribuna também solicitou um posicionamento para a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.