Cerca de 450 professores compareceram à Câmara de tardee (Sintramem/Divulgação) Em greve, iniciada nesta quinta-feira (3), cerca de 500 professores foram às ruas de São Vicente pela manhã, segundo o Sindicato dos Trabalhadores no Magistério e na Educação Municipal (Sintramem). Querem reajuste salarial acima do oferecido pela Prefeitura. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! À tarde, por volta de 450 docentes estiveram na sessão da Câmara. Haverá novos atos nesta sexta (4): às 8 horas, na Praia do Itararé, perto do teleférico, e às 13 horas, diante do Paço. A Prefeitura disse que a adesão à greve foi superior aos 30% máximos determinados pela Justiça. Não houve aulas em escolas de bairros como Humaitá, Catiapoã, Vila Margarida, Vila Mateo Bei, Cidade Náutica, Rio Branco e Centro. O sindicato estimou mais de 50% de adesão nesta quinta. O presidente do Sintramem, Roberto Ciccarelli Filho, prevê que o movimento crescerá. A Administração Municipal também alega que o sindicato não foi à audiência de conciliação marcada para ontem. Cicarelli justificou que foi notificado apenas “às 8 horas”. “O meu jurídico não tinha tempo de se preparar para essa reunião”, declarou, à espera de nova data. Na Câmara, “explicamos que o que foi proposto pela pauta de reivindicação em dezembro. Não é uma coisa absurda, quando você tem uma arrecadação de R\$ 52 milhões de Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica) no ano passado”. O presidente disse que, ao ouvir as demandas dos servidores, os vereadores concordaram em não votar o projeto inicial de reajuste à categoria. Prefeitura A Administração afirmou que manterá esforços para reduzir o impacto pedagógico da paralisação dos profissionais nas crianças, “respeitando o direito constitucional de greve dos professores de 30% (do pessoal), sem prejudicar os quase 40 mil alunos da rede municipal”. Sobre as negociações, a Secretaria de Gestão citou que o Município tem recebido menos dinheiro do Fundeb, enviado pelos governos Federal e Estadual. Para este ano, a Administração citou projeção federal de queda de 6% no Fundeb para a Cidade, na comparação com o ano anterior, ou mais de R\$ 8 milhões. Proposta e crítica A proposta da Prefeitura ao magistério foi de 3,5% de reajuste mais R\$ 100,00 no auxílio educação, em impacto superior a R\$ 10 milhões anuais no Orçamento. Professores e sindicato criticam a proposta por representar, segundo eles, aumento de R\$ 0,80 por hora-aula. A Prefeitura citou que, desde 2021, professores tiveram valorização salarial bruta acima de 45%.