A demência é caracterizada pela perda progressiva de capacidades cognitivas essenciais (Imagem ilustrativa/Pexels) Dificuldade para lembrar conversas recentes, mudanças bruscas de comportamento ou confusão ao realizar tarefas simples do dia a dia. Esses podem ser os primeiros sinais de um quadro de demência. A condição, que atinge principalmente idosos, interfere na memória, no raciocínio, na linguagem e no comportamento, impactando diretamente a qualidade de vida. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A demência não é uma doença única, mas um termo amplo usado para descrever diferentes síndromes que causam declínio cognitivo. Entre os tipos mais comuns estão o Alzheimer, a demência vascular e a demência frontotemporal — cada um com causas e manifestações distintas. O que é demência? A demência é caracterizada pela perda progressiva de capacidades cognitivas essenciais, como pensar, lembrar e tomar decisões. Essa deterioração afeta a autonomia da pessoa, comprometendo atividades antes simples, como cozinhar, cuidar da higiene pessoal ou pagar contas. No Alzheimer, por exemplo, a perda de memória costuma ser o primeiro sintoma. Já na demência frontotemporal, alterações na personalidade, comportamento e julgamento são mais marcantes. Além disso, a intensidade e o tipo de sintoma dependem da área do cérebro afetada. 6 sinais de alerta para a demência Embora o diagnóstico deva ser feito por um especialista, alguns sinais podem servir de alerta para familiares e cuidadores. Veja os mais frequentes, segundo o Hospital Abert Einstein: Dificuldade em lembrar informações recentes e perda de memória Problemas para encontrar palavras ou acompanhar conversas Desafios no raciocínio e para execução de tarefas que exigem habilidades visuais e espaciais Sentimentos de confusão e desorientação Alterações no comportamento e falta de inibição Apatia ou sentimentos depressivos A idade avançada é o principal fator de risco, especialmente no caso do Alzheimer. No entanto, o estilo de vida também influencia. Tabagismo, sedentarismo, obesidade e doenças cardiovasculares, como hipertensão e diabetes, aumentam as chances de desenvolver demência. No caso da demência vascular, os danos estão ligados à má circulação no cérebro, geralmente após AVCs. Já a demência frontotemporal pode ter causas genéticas, com início precoce, muitas vezes antes dos 60 anos. Como é feito o diagnóstico? O diagnóstico de demência exige uma avaliação clínica detalhada. O médico — geralmente um neurologista — analisará o histórico do paciente, fará exames físicos e poderá solicitar exames de imagem, como ressonância magnética, para investigar alterações cerebrais. Testes laboratoriais também ajudam a excluir outras causas de comprometimento cognitivo. Existe tratamento? Ainda não há cura para a maioria dos tipos de demência, mas existem formas de retardar sua progressão e melhorar a qualidade de vida. O tratamento pode incluir medicamentos, terapias de estimulação cognitiva, apoio psicológico e mudanças no estilo de vida. Acompanhamento regular, alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e mentais, além do suporte à família e cuidadores, são fundamentais para o manejo da doença. É possível prevenir? Embora a prevenção total ainda não seja garantida, diversas medidas ajudam a reduzir o risco ou retardar os sintomas: Praticar atividades físicas regularmente Manter uma dieta saudável Controlar doenças como diabetes e hipertensão Evitar álcool e cigarro Estimular o cérebro com leitura, aprendizado de novas habilidades e jogos de raciocínio