Crise de pânico e depressão causam sofrimento emocional (Marcelo Camargo/Agência Brasil) A depressão é um problema médico grave e altamente prevalente na população em geral, conforme caracteriza o Ministério da Saúde. Apesar de sua alta incidência, ela pode apresentar sinais sutis, muitas vezes ignorados até por quem sofre com a situação. Reconhecê-los é essencial para buscar ajuda e iniciar o tratamento. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que 10,4% dos pacientes atendidos na rede básica de saúde apresentam sintomas de depressão, seja de forma isolada ou associada a um transtorno físico. Ainda segundo a OMS, a depressão é um problema médico sério que ocupa o 4º lugar entre os principais ônus e está em 1º lugar entre as doenças que mais geram incapacitação ao longo da vida. Estudos mostram prevalência em até 20% nas mulheres e 12% para os homens. Causas e fatores de risco A depressão pode ter diversas origens: fatores genéticos (com hereditariedade representando cerca de 40% dos casos), alterações bioquímicas no cérebro e eventos traumáticos ou estressantes. Situações como desemprego, conflitos familiares, uso de substâncias, doenças crônicas e traumas psicológicos também aumentam significativamente o risco. Seis sinais que podem indicar depressão Embora o diagnóstico deva ser feito por um profissional de saúde, alguns sinais de alerta merecem atenção, principalmente quando persistem por semanas ou prejudicam a rotina. A seguir, os seis principais sinais que podem indicar um quadro depressivo, segundo o Ministério da Saúde: Humor deprimido e perda de prazer: Sentimentos de tristeza, vazio, desesperança e perda de interesse por atividades antes prazerosas. Em alguns casos, a pessoa relata não sentir mais nada, como se estivesse emocionalmente anestesiada; Cansaço constante e lentidão: Mesmo após dormir bem, o indivíduo sente exaustão física e mental. Há falta de energia, dificuldades de concentração, memória prejudicada e lentidão para realizar tarefas simples; Alterações no sono: A insônia, especialmente aquela que interrompe o sono no meio da noite, é comum. Já em alguns tipos de depressão, como a atípica, o sintoma pode ser o oposto: excesso de sono; Mudanças no apetite: A perda de apetite é frequente, mas também pode haver aumento no consumo alimentar, com preferência por alimentos calóricos e doces; Redução do interesse sexual; Dores e sintomas físicos: A depressão pode se manifestar por meio do corpo: dores no peito, problemas digestivos, taquicardia e mal-estar; Diagnóstico e tratamento A depressão não é diagnosticada por exames laboratoriais, mas sim por avaliação clínica detalhada feita por médicos ou profissionais de saúde mental. Subtipos como distimia, depressão atípica, sazonal, psicótica ou bipolar demandam abordagens específicas. O tratamento, em geral, combina medicação antidepressiva com psicoterapia. Com acompanhamento adequado, cerca de 90% a 95% dos pacientes têm remissão completa dos sintomas. Contudo, é essencial manter a regularidade do tratamento, que pode ser realizado na Atenção Primária, nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e nos ambulatórios especializados. Como se prevenir? Ter uma dieta equilibrada; Praticar atividade física regularmente; Combater o estresse concedendo tempo na agenda para atividades prazerosas; Evitar o consumo de álcool; Não usar drogas ilícitas; Diminuir as doses diárias de cafeína; Rotina de sono regular; Não interromper tratamento sem orientação médica.